Criança e adolescente discutindo meio ambiente na escola

Acontece em novembro a IV Conferência Nacional Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente. Organizada pelo Ministério da Educação, a conferência reúne crianças e adolescentes de 11 a 14 anos de todos os estados do país para conversar sobre suas impressões acerca das questões de meio ambiente e registrar seus pontos de vista para conhecimento do governo. O Projeto Cala-boca já morreu faz parte desse processo desde a primeira conferência, que aconteceu em 2003.

Esse ano, também fazemos parte da Comissão Organizadora Estadual da Conferência, que é um grupo composto por pessoas de secretarias de educação, terceiro setor e sociedade civil que organiza as etapas da conferência que devem acontecer aqui em São Paulo. O primeiro passo é convidar todas as escolas, públicas e privadas, para realizar uma conferência escolar, em cada uma delas devem ser discutidas as questões propostas pelo MEC e é preciso selecionar um projeto de ação a ser realizado na comunidade da escola e um delegado que vai representar esse projeto. Depois vão acontecer encontros regionais entre os delegados que forem eleitos nas escolas e, por fim, uma conferência estadual, reunindo delegados de todo o estado.

Estamos ainda no primeiro passo. Para contar para as escolas de todo o estado o que é a conferência e como ela está estruturada Mariana kz, Mariana Manfredi e Jefferson Souza Santana participaram de uma videoconferência organizada pela Secretaria Estadual de Educação, transmitida para todo o estado.

Confira como foi a videoconferência, clicando neste link


Oficinas de vídeo e meio ambiente na escola

No mês de maio e junho aconteceu em São Paulo e em algumas cidades do interior a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, com exibição e discussões de filmes de vários lugares do mundo com temática ambiental.

Nas cidades de Bauru e Piracicaba professores e coordenadores da rede municipal de educação, de escolas que levaram seus alunos para ver os filmes da mostra, receberam uma formação para entender o audiovisual como ferramenta pedagógica. O Projeto Cala-boca já morreu assumiu um momento dessa formação apresentando a produção de vídeo como um opção de trabalho com os alunos em sala de aula. 

Conversamos sobre o cenário atual da comunicação no Brasil, em que há espaço majoritariamente para a visão do mundo a partir do ponto de vista de poucas famílias comprometidas com o lucro e como é necessário que qualquer pessoa ou grupo possa ter espaço de veiculação da sua opinião sobre os diferentes assuntos, garantindo, assim, uma gama de informações diversa.

Em seguida, entendemos o que é um roteiro e sua função na produção de vídeo, além do passo a passo de como realizar um vídeo coletivamente. A partir dessa discussão os professores e coordenadores foram convidados a realizar um produção. Por mais que o tempo fosse curtindo, saíram produções muito interessantes e em diferentes formatos.

Encerramos esse momento conversando sobre as possibilidades de produção de vídeo dentro da escola, levantando dificuldades e caminhos para essa prática, além de refletir sobre a importância e potencialidades dessa atividade.

Foram realizadas duas oficinas, uma em cada cidade, com cerca de trinta participantes em cada uma delas. 

Realizar ações que fortaleçam adolescentes em escolas como produtores locais de comunicação, colaborar com professores e coordenadores para a realização de práticas de educomunicação dentro da sala de aula são compromissos do Projeto Cala-boca já morreu.

O gigante acordou e foi assistir TV


O Projeto Cala-boca já morreu esteve presente na Assembléia Popular Temática "Democracia na Mídia", organizada por instituições e coletivos comprometidos com uma comunicação diferente, respeitosa e diversa no Brasil. O evento aconteceu na terça-feira, dia 25 de junho, no vão livre do MASP, em São Paulo e reuniu cerca de 300 pessoas interessadas no tema vindas de diferentes espaços, com o objetivo de levantar uma pauta unica e objetiva para ser colocada nesse momento histórico em que as pessoas estão na rua, às vezes sem mesmo ter uma pauta definida. 

Pedro Ekman, do coletivo Intervozes chamou as pessoas para tentar encontrar quais são os "20 centavos" da comunicação, entendendo que as manifestações iniciadas pelo Movimento Passe Livre, que tiveram grande expressão, tinham uma demanda clara e definida: a redução dos vinte centavos de aumento da passagem de transporte público. Quando essa demanda foi atendida as manifestações cessaram, elas tiveram e alcançaram um objetivo específico. 

Dessa forma, o que seriam os "20 centavos" da comunicação? Uma demanda direta e objetiva que pudesse ser visivelmente alterada pelo poder público? Nada fácil encontrar a resposta. Assim, a assembléia contou com contribuições dos participantes colocando seu ponto de vista sobre o cenário atual da comunicação no Brasil, suas demandas específicas e sugestões do que poderiam ser esses "20 centavos". O encontro foi um primeiro passo no sentido de encontrar essa pauta unica da comunicação, mas o caminho segue em discussão. 

O que saiu dessa assembléia foram bandeiras de discussão do tema e propostas de ação, sendo elas: 

Bandeiras propostas: 
 1) Apoio ao Projeto de lei da mídia democrática, com coleta de assinaturas para apresentação como projeto de iniciativa popular (ver www.paraexpressaraliberdade.org.br); 
2) Universalização da banda larga, com metas definidas pelo governo e controle das tarifas (ver www.campanhabandalarga.org.br); 
3) Aprovação do marco civil da internet, com garantia da neutralidade de rede, inclusive no que se refere aos serviços; 
4) Contra as concessões de TV e rádio para políticos, pela revogação das que estão sob controle de pessoas com cargo eletivo; 
5) Contra a tentativa de manipulação dos protestos pela velha mídia; 
6) Garantia de acessibilidade plena às pessoas com deficiência auditiva e visual; 
7) Pelo fim do jabá e controle externo do ECAD. 

 Propostas de ação: 
a) Estruturação de um centro de produção público de comunicação e de uma rede de produção de conteúdo (iniciativa de José Paulo Guedes Pinto) 
b) Abertura da rede Diálogos, por iniciativa de Maria Liza (falta aqui o perfil do FB) 
c) Realização de um ato público no dia 3 de julho, com tema e local a serem definidos pela internet 

 A discussão segue pelo facebook, neste link, onde você pode dar sua opinião sobre qual deveria ser o foco da próxima ação que acontecerá na terça-feira, 03/07: uma aula pública no vão livre do MASP, com vídeos e palestras sobre políticas de comunicação; ou um ato na frente da rede Globo contra o monopólio da comunicação. 

Essa é uma discussão muito importante que tem tudo a ver com a trajetória do Projeto Cala-boca já morreu, mas também com a de todas as pessoas que tem negado seu direito à produção de comunicação (que é um direito humano, como acesso à saúde e educação).