Vamos fazer assim, todo dia de 2014? 

Sujar o pé de areia pra depois lavar na água 
Lavar o pé na água pra depois sujar de areia 
Esperar o vaga-lume piscar outra vez 
Ouvir a onda mais distante por trás da onda mais próxima 
Sujar o pé de areia pra depois lavar na água
Respirar 
Sentir o sabor do que comer 
Caminhar 
Se chover, tomar chuva 
Não esperar nada acontecer 
Ser gentil com qualquer pessoa 
Sujar o pé de areia pra depois lavar na água
Lavar o pé na água pra depois sujar de areia 
Esperar o vaga-lume piscar outra vez 
Ouvir a onda mais distante por trás da onda mais próxima 
Respirar 
Sentir o sabor do que comer 
Caminhar 
Se chover, tomar chuva 
Ter saudade no final da tarde para quando escurecer, esquecer 
Ao se deitar para dormir, dormir 

Eee...Viva a vida linda!
Beijos para tod@s @s bonit@s deste mundo...

Termina a fase 2 do Rádio Ambiente 21 - projeto piloto do Programa Juventudes do SESC São Paulo

De setembro a novembro de 2013, o Cala-boca já morreu esteve nas unidades do SESC Bom Retiro e Campinas, vivenciando com adolescentes e jovens a partir dos 13 anos, processos de produção coletiva de comunicação em rádio, na perspectiva da educomunicação.

Não é nada fácil decidir pela própria cabeça,num tempo marcado por vozes e imagens que nos fazem crer que o bom é nos diferenciarmos uns dos outros pelas coisas que possuímos e pelas etiquetas e marcas que usamos.

Contando com a participação ativa dos mediadores do CBJM, os envolvidos no Projeto Rádio Ambiente 21 começaram a entender, a partir dos momentos de produção de pequenos programas de rádio, que é possível viver sem ter chefe ou patrão, bem como entender como se constroem relações sociais, através das considerações sobre o que falavam e faziam em seus pequenos grupos.

Aos poucos, ao mesmo tempo, puderam compreender que tecnologia pode ser uma ferramenta valiosa para promover, em primeiro lugar, a escuta do que sai de suas bocas, antes de querer que o discurso entre nos ouvidos de um outro. 

Com o passar dos encontros, foi ficando mais evidente que os danos ambientais decorrem de ideias-lixo que trazemos em nossas cabeças, como competir o tempo todo, desejar ser sempre campeão, heroi, líder ou protagonista que, movido pela vaidade, se coloca à frente dos outros para definir o que a maioria deve fazer com suas vidas...

Esses processos, muito mais importantes que os produtos, ilustram nossa tese de que Educomunicação é sinônimo de Educação pelos meios de comunicação.


Brasileiros conhecendo brasileiros na IV Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente

Como é difícil conversar quando não se fala a mesma língua!
Como é difícil formular perguntas quando não se tem ideia de que existem outros jeitos de viver!

Esta entrevista, realizada por Samira e Pedro Lucas com Aradirá e uma adolescente indígena,  todos integrantes da delegação do Rio de Janeiro,  ilustra o potencial da comunicação coletiva na perspectiva da educomunicacão, especialmente para as aulas de português, história e geografia.

Por esses motivos afirmamos que Educomunicação é sinônimo de Educação pelos Meios de Comunicação.

Fase nacional da IV Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente

Delegados de 11 a 14 anos começaram as atividades de produção coletiva de comunicação, na perspectiva da Educomunicação.

Esperamos que essas crianças e adolescentes, representantes dos 27 estados brasileiros, saibam que todos têm direito não só de receber informação, mas, principalmente, de produzir comunicação. Que entendam também que, do seu jeito, com suas próprias palavras, eles podem fazer cobertura jornalística dos eventos que acontecem em suas escolas.

Aqui você ouve uma entrevista da delegação paulista com a adolescente Márcia Vieira, do Quilombo Sapatu, que fica no Vale do Ribeira, em São Paulo.


Juventude e Meio Ambiente

Desde 2003, ano de realização da I Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, vimos acompanhando muitos jovens ativamente envolvidos em ações visando a sustentabilidade em escolas de todo território nacional.

As três entrevistas abaixo ilustram um pouco dessa história

Alex Wanutti Silva Carvalho - de delegado a facilitador

Leonardo - de observador a facilitador

Regina Chaves - de delegada a facilitadora


Conheça os facilitadores da Oficina de rádio na IV Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente

De 17 a 22 de novembro/2013, aconteceu, em Luziânia - GO, a formação de jovens de 18 a 29 anos, que vão atuar como faciltadores das atividades programadas para os delegados participantes da fase nacional da IV Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente.

O Projeto Cala-boca já morreu, nesse período, foi responsável pela formação em Educomunicação. De forma prático-teórica, estivemos com seis jovens interessados em aprender a produzir comunicação de forma coletiva. Cada um deles será responsável por um grupo de 12 delegados de 11 a 14 anos que optarem por aprender a ser repórter de eventos de suas escolas.

Aqui você ouve um dos exercícios vivenciados pelo grupo, cujo objetivo era entrevistar um dos participantes, a partir da vontade de conhecer e estreitar vínculos com seus pares.

Anderson - Paraná


Gabriel - Rio Grande do Sul


Mayara - São Paulo


Nadson - Bahia


Ronaldo - Tocantins


Thamyres - Alagoas

Considerações de jovem francês sobre Educomunicação e produção coletiva de rádio

Depoimento gravado durante as atividades de Educomunicação sob responsabilidade do Projeto Cala-boca já morreu, na CONFINT - Conferência Internacional "Vamos cuidar do planeta", realizada no Brasil, em 2010

Depoimento de professor da Guiana Francesa sobre produção de rádio na perspectiva da Educomunicação

Depoimento gravado após a formação de facilitadores realizada pelo Projeto Cala-boca já morreu, na CONFINT - Conferência Internacional "Vamos cuidar do planeta", em 2010, no Brasil

Oficinas do Cala-boca já morreu na IV Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente

Nesta manhã do dia 18 de novembro, apresentamos os objetivos das duas atividades sob nossa responsabilidade, bem como o perfil de facilitadores de que precisamos para atuarem junto aos delegados de 11 a 14 anos que virão para a Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, na semana que vem.

Produção coletiva de rádio

Isis Lima Soares apresentando a oficina de rádio. Foto: Mariana kz
O que queremosformar repórteres para a realização de cobertura jornalística de eventos locais, especialmente os que acontecem nas escolas espalhadas pelo Brasil.
Perfil dos facilitadores de que precisamos: jovens que saibam da força dos meios de comunicação (rádio, TV, jornais etc), curiosos, interessados em divulgar questões socioambientais sob a ótica de pequenas localidades






Fotografia
Mariana Manfredi apresentando a oficina de fotografia. Foto: Mariana kz
O que queremos: aguçar o olhar de jovens para mostrar em imagem o que acontece em eventos realizados nas escolas.

Perfil dos facilitadores de que precisamos:pessoas curiosas, sensíveis, que queiram aperfeiçoar a capacidade de divulgar notícias através da fotografia digital.






Tudo vai acontecer na prática
Durante a Conferência, de 23 a 27, os delegados, sob os cuidados desses facilitadores, vão ser responsáveis pela cobertura jornalística do evento, contando para quem não pôde vir à Conferência tudo o que aqui estiver acontecendo, em forma de entrevistas em áudio e fotos.

Formação em Educomunicação na IV Conferência Nacional Infanto- Juvenil pelo Meio Ambiente


Começou no dia 18 de novembro de 2013, o processo de formação dos jovens facilitadores da IV Conferência Nacional Infanto- Juvenil pelo Meio Ambiente, promovida pelo MEC - Ministério da Educação e Cultura, e MMA - Ministério do Meio Ambiente, entre 23 e 28 de novembro. 

O Projeto Cala-boca já morreu, como vem acontecendo desde 2003, mais uma vez realiza a formação em Educomunicação.

Vamos nos empenhar para formar pessoas mais esclarecidas sobre o poder da comunicação na difusão de ideias, sentimentos e valores.

Esperamos contribuir para os jovens facilitadores entendam que:

- Educomunicação é sinônimo de Educação pelos Meios de Comunicação

- as tecnologias digitais permitem divulgar fatos importantes, nem sempre cobertos pela grande mídia

- todas as pessoas podem ser repórteres locais.

- produzir comunicação é também um modo de cuidar bem do Brasil.

Ouça aqui o áudio da abertura

Passarinhos voam...

O Cala-boca já morreu é um projeto que vem se fazendo, desde 1995, a cada encontro, a cada produção coletiva de comunicação realizada com crianças, adolescentes e jovens que escolhem, por si mesmos, dele fazer parte.

Coisa mais bonita não há: todos passarinhos, cantores melodiosos por natureza, barulhentos e inquietos quando o tempo está em mudança... Todos, porque nasceram com asas, voam, voam, porque é essa a sua vocação: a liberdade...

Neste programa, as vozes de algumas dessas avezinhas, em especial a de Lívia Lessa Comin Ruiz, na época com 9 anos...


Setembro e Outubro na Horta

Encaminho o que ocorreu nos últimos 45 dias na Horta do CBJM:
-Em Setembro, chegaram 2 mudas de ervas-cidreiras, que ja foram replantadas em vasos maiores, assim elas se desenvolvem melhor e ficam mais bonitas. A Casa agora conta com 5 ervas-cidreiras.
-Tem sido feita a manutenção do Jardim, como regas diárias, adubação e a retirada das folhas que caem diariamente.
-Na foto, as mais novas integrantes da Horta

Educomunicação e Educação Ambiental

A convite do IPESA Sociambiental, Jefferson Santana, Mayara Amaral e Pamela Lima, do Projeto Cala-boca já morreu, realizaram uma oficina de rádio com jovens moradores da região do bairro do Jaguaré, zona oeste da cidade de São Paulo, no dia 8 de outubro/2013.

A proposta pretende incentivar a população jovem para participar ativamente das discussões sobre a criação do Parque Linear Nascentes do Jaguaré

Oficina de rádio com jovens do Município de Cajamar/SP


Tiago Luna e Milena Klink, no dia 18 de outubro/2013, realizaram uma oficina de rádio com 12 adolescentes, com idade entre 12 e 16 anos que participam do Programa de Jovens da Divisão de Meio Ambiente do Município de Cajamar
Algumas considerações dos participantes, depois de ouvirem o que gravaram, confirmam que produzir comunicação de forma coletiva, na perspectiva da Educomunicação, pode ser uma poderosa ferramenta para fortalecer o indivíduo e mostrar a importância de grupo na sua formação:

  • "achei que fossemos fazer um programa decorado, mas foi de conversa!"
  • "pude perceber porque as pessoas dizem que sou arrogante… eu falo de um jeito arrogante, e nunca tinha percebido!"
  • "o mais legal foi ver que todo mundo falou, e falou no grupo. Em um ano juntos, foi a primeira vez que isso aconteceu."


Brincar é muito bom!

A gente sempre vem pra casa do Cala-boca produzir comunicação: fazer rádio, tv... Mas tem alguns dias que a gente fica com vontade de brincar o dia todo! Em dias bem ensolarados é uma delícia pular corda, brincar de "roba-bandeira", pega pega, ou até brincar de se molhar com a mangueira!

Jogar xadrez, dama, jogos de carta ou até ficar deitado, só colocando o papo em dia é uma delícia.

A casa do CBJM é um lugar muito gostoso de ficar, é bem coloridinha, agradável e por isso, a gente sai de casa pra vir pra cá, mesmo se for pra não ter nenhum produto de comunicação no final do dia.

Bárbara, Isadora, Isabelle, Fabrício, Guilherme, Jaqueline, Laúcia,
 Maryana, Mylena, Mayara, Pâmela, Sofia, Vitória

+ um encontro do grupo de estudos e práticas em Educomunicação


Sábado, 05 de outubro de 2013, Gabriela e eu começamos o dia com uma apresentação das atividades que estamos desenvolvendo desde 2010 para duas novas estudantes que nos procuraram, interessadas no tema Educomunicação.

Camila e Débora são alunas do Curso de Licenciatura da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo que inclui o Projeto Cala-boca já morreu como espaço de estágio para os interessados em conhecer e acompanhar atividades de educação não-formal.

Após essa primeira parte, recebemos uma cópia da pesquisa “Educomunicação e formação de adolescentes: do processo de produção coletiva de comunicação junto a um grupo de adolescentes da zona leste da cidade de São Paulo à compreensão dos conceitos de Educação e Comunicação presentes no neologismo”, que a Gabi (
Gabriele Luisa Oliveira), vem desenvolvendo na FEUSP.

Ela nos contou sobre o processo para realizá-lo, o que nos levou a decidir que para o próximo encontro, 19 de outubro de 2013, ela irá nos contar mais sobre esse trabalho, desta vez ao vivo, no novo programa de rádio que realizaremos pela Rádio Cala-boca já morreu.


Abraços
Jefferson Santana


Oficina de rádio de Santos


Aconteceu em Santos, no dia 3 de outubro/2013, mais uma atividade do ECA - Conhecer para Reconhecer, que pretende formar estudantes mais esclarecidos sobre a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente na escola, uma instituição que ainda cultiva preconceito e age de forma arbitrária com relação aos direitos de crianças e jovens. 
Realizado pelo Fórum da Cidadania de Santos, desta vez no SESC Santos, o evento contou com 
Mariana Kz, Juliana Martins e Laúcia Almeida, do Projeto Cala-boca já morreu, para realizar
uma oficina de rádio, um instrumento que, efetivamente, pode colaborar para o entendimento e a difusão de direitos pela própria voz de pessoas em idade de formação.


histórico da horta

Relato as novidades que ocorreram na Horta desde a minha última postagem aqui no blog, em Março até o início da segunda quinzena de Setembro.

Nesse período a Casa recebeu duas mudas de Manjericão, três mudas de Coentro que foram doadas por uma aluna do Programa de Treinamento da Memória e três ervas cidreiras, sendo que duas delas chegaram há poucos dias.

Em Abril, o Manjericão foi replantado em vaso maior.

Em Junho, ocorreu o replantio das três mudas de Coentro, de um manjericão e de uma erva cidreira para um vaso maior.

Em Agosto, os coentros foram mais uma vez replantados já que desenvolveram bastante.

Em Setembro houve o replantio das ervas cidreiras

Em destaque, uma foto de Agosto de 2013

















Mariane Beger

Radionovela

 
Num sábado desses de oficina no Cala-boca, decidimos fazer radionovela. Eu fiquei bem feliz, já que em quase dois anos de Cala-boca eu ainda não tinha feito radionovela. A gente só decidiu por radionovela porque a gente ia fazer programa de rádio naquele dia, e um dos blocos era história de terror.

A Mylena nos contou uma história da  Casa da Solidariedade onde alguns de nós estudamos, e aí todo mundo ficou com vontade de ser desse bloco. Todos ficaram super animados!

A gente pensou em contar a história de um jeito diferente: com sonoplastia, vozes diferentes... Começamos a dar uma modificada no roteiro e decidimos quem ia ser cada personagem. O roteiro é a parte mais demorada, já que várias ideias surgem e tem que ir decidindo qual a sonoplastia daquela "cena", como cada uma faz a voz daquele personagem...

Era uma história de terror que demos o nome de "Se essa rua fosse minha".
A história contava a vida de Sebastião e Ana, que eram casados. A trama começa quando Sebastião desconfia que Ana o está traindo. Eles discutem e Ana cai da escada e morre.

Depois de vários anos, Ana volta para se vingar de Sebastião, matando-o do mesmo jeito que ela morreu. Nos dias de hoje, a casa onde ocorreram as mortes é vendida e Ana volta para atormentar a vida da nova família que mora naquela casa.

Mas, eu não vou contar o que acontece quando a Ana volta, então, ouçam a nossa radionovela!



Bárbara Miranda, 16 anos

Encontro do Coletivo Jovem de São Paulo



Pra quem acompanha o blog, não deve ser novidade que o Cala-boca já morreu participa do processo da IV Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), que acontece em novembro desse ano e que vai reunir crianças de todo o país para debater questões ligadas ao tema.

O encontro do Coletivo Jovem de São Paulo que aconteceu nesse ultimo final de semana (31/08 e 01/09) faz parte desse processo. Isso porque é um princípio da conferência ter jovens envolvidos em todo o processo, inclusive na organização das etapas nos estados. A ideia de coletivo jovem surge como resultado da primeira conferência nacional, uma maneira de fazer com que o processo não terminasse ali, mas continuasse em cada estado, com um grupo de jovens interessados nas questões de meio ambiente que poderiam dar continuidade às conversas sobre esse tema nas escolas e em sua região.

O primeiro encontro do Cj São Paulo do ano trouxe gente que está desde o início do processo (que começou em 2003), gente que participou como delegado em outras edições da conferência e hoje, mais velho, vem compor esse grupo, além de carinhas novas, super interessadas e envolvidas na conversa. 

Foram bem bacanas os dois dias. Foi feita uma contextualização do processo, quem era mais velho contou do histórico da CNIJMA, quem está acompanhando de perto a organização da conferência em São Paulo informou sobre as novidades e características do processo aqui. Depois todos planejaram juntos a atuação do Coletivo Jovem nas sete etapas regionais que vão acontecer a partir do dia 19 de setembro. Por fim, foi feita uma conversa sobre educomunicação, que faz parte da metodologia desta quarta edição da conferência.

O Cala-boca já morreu esteve em peso por lá, com dez pessoas, entre mais velhos e mais novos. No segundo dia, como parte da conversa sobre educomunicação, foram gravados exercícios de entrevistas, já que essa é uma das ações previstas para as regionais. Ouça todas elas aqui e veja também fotos do dia.


Relato-presente de Jefferson Santana para o Cala-boca já morreu!


Hoje tive o prazer de viver um belo dia no meu trabalho como professor: acompanhei, na prática, a realização e produção de um evento na escola. Jovens de 12 a 16 anos prepararam a Conferência Escolar sobre Escolas Sustentáveis, uma proposta do MEC e da Secretária de Educação/SP.

Juntos, e de forma coletiva, fizemos a produção deste evento que mobiliza toda a Escola Municipal Anna Lucy Corrozo Latorre, em Osasco/SP, onde sou professor de filosofia. 

Começamos o dia às 8 horas da manhã, com cerca de 200 jovens que se auto- convocaram para se reunir no pátio, com a intenção de conversar sobre como seria o trabalho. Tivemos uma conversa um tanto tumultuada, devido a fatos  como este de nunca ter acontecido por lá anteriormente.

“Estudo aqui desde a 5º série do ensino fundamental e nunca vi acontecer nada como esse evento antes”, disse um aluno do 2º ano do ensino médio, ao refletir sobre como havia sido dia.

Cada aluno integrou um grupo de trabalho diferente: músicas, composições, fotografia, equipamentos, produção da conferência, teatro, atividades físicas etc.

Todo o processo desse evento, a meu ver, foi muito rico.


Mais uma vez, parabéns Projeto Cala-boca já morreu pelos 18 anos de vida, são todos esse anos juntos de inquietações, incômodos e alegria que me motivam a continuar dentro de uma instituição rígida como a escola desenvolvendo atividades tão interessantes como estas.

Pensando no direito à comunicação e buscando garantir espaços para uma educação que visa sempre a constituição da autonomia dos sujeitxs é que desenvolvo essa atividade extremamente satisfatória.

18 anos de Projeto Cala-boca já morreu!

 
 ...Um VIVA bem alto e forte para todo o bando de crianças que participaram, que participam e que ainda vão participar do Projeto Cala-boca já morreu, todas “aves, especialmente fora do período reprodutivo, que permitem melhorar o desempenho individual na procura de alimento e na segurança contra os predadores”. (Houaiss).

Um VIVA + alto e + forte ainda  para os que cresceram porque entenderam "que todo mundo tem sua fase, todo mundo muda de fase" (Isis), e que agora é a vez, especialmente deles, de cuidar dos pequenos passarinhos que chegam e nos fazem ver a beleza desta vida...

VIVA o Projeto Cala-boca já morreu!!!


Coral Acalanto

Após as férias, o grupo, com energia novas volta para soltar o gogó, aqui no Cala-boca já morreu, porque eles também têm o que dizer...

Iniciamos com um bolo de aniversário, desejando tudo de bom para o Altair, que fez mais uma primavera. Parabéns!
 
E o coral está ensaiando novas músicas. Logo-logo teremos surpresas.

Texto e fotos de Lúcia Costa